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Histórias de Seutino
Por: R$ 139,50
ISBN:
Formato: 21x28
N° de páginas: 414


Descrição

 

Neste livro o autor procura descrever, para leitores interessados em fatos relacionados ao tipo de vida no interior do Nordeste Brasileiro, por volta dos primeiros sessenta anos do século XX, sobretudo tendo por objetivo transmitir, para o conhecimento dos seus descendentes de hoje, assim como para aqueles que certamente advirão no futuro, como foi que transcorreram os agitados 62 anos da vida do seu pai, um sertanejo Paraibano conhecido por Seutino, um vaqueiro semialfabetizado, matador de cobras e de onças, assim como também de alguns “cabras safados” o qual, “aos trancos e barrancos”, como ele próprio costumava dizer, viu-se compelido a sair da casa de seus pais pouco antes de completar 20 anos de idade, fugindo de uma seca atroz que destruiu não só a lavoura, como dizimou o gado da fazenda do seu pai, fazenda essa situada no Município de Bonito de Santa Fé, PB, a fim de ir trabalhar como “cassaco” (leia-se “peão de obra”) na construção da grande represa hídrica de Boqueirão do rio Piranhas, situada no Município de Cajazeiras, PB, onde o autor nasceu na segunda vez em que Seutino voltou a trabalhar – agora na condição de empreiteiro de obras – para o mesmo empreendimento. E foi assim que Seutino, que então já havia caçado e matado 17 onças, sobreviveu a secas, assim como aos inúmeros combates travados contra e a favor de cangaceiros (visto que as brigas de então eram quase sempre de natureza circunstancial), incluindo-se aí a sua destacada participação na defesa da cidade de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, ameaçada de ser atacada pelos revoltosos do 21º Batalhão de Caçadores, por ocasião da assim denominada Intentona Comunista de 1935. Um apaixonado por carros e armas, aos 32 anos de idade Seutino casou com Ester, que lhe deu quatro filhos – dois dos quais ainda hoje vivos – vindo a falecer como um pacato cidadão, na cidade de Campina Grande, também na Paraíba, onde residiu quase trinta anos, período esse no decorrer do qual fez muitas amizades. Cabe dizer que a mudança de domicílio para Campina Grande implicou em substanciais perdas financeiras para Seutino, e foi motivada pelo seu empenho em propiciar educação escolar para seus filhos. Ao contrário dele, ainda que fosse considerado um homem rico, seu pai, Antônio Maroto de Carvalho retirou-o da escola ao ser informado de que o filho caçula já sabia ler e escrever (eram garranchos quase ilegíveis), assim como fazer as quatro operações matemáticas básicas, ou seja: somar, diminuir, multiplicar e dividir. O fato é que Seutino guardava uma profunda mágoa do seu pai, motivo pelo qual raramente mencionava o seu nome, inclusive tendo se recusado partilhar da herança deixada pelo mesmo.

 

 


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