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Grupo César Maia: líderes, partidos e política no Rio de Janeiro
Por: R$ 39,23
ISBN: 85-7773-057-5
Formato: 14x21
N° de páginas: 212


Descrição

Sobre o livro: Este livro, originalmente uma dissertação de mestrado em ciência política, defendida na Universidade Federal Fluminense (UFF), nasceu do desejo de compreender o processo de construção do grupo político do atual prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Cesar Maia. Dois objetivos básicos nortearam a investigação: (1) identificar quando e como foi constituído o Grupo; e (2) apontar as estratégias de sobrevivência e fortalecimento adotadas pelo Grupo, seus alcances e limites. São vários os aspectos a exigir a atenção do pesquisador. Um aspecto em especial despertou-me interesse: as relações estabelecidas entre o Grupo Cesar Maia e os partidos políticos. Acredito que acompanhar a trajetória de Cesar Maia oferece-nos a oportunidade de analisar a construção e atuação de um grupo político em um sistema partidário onde o baixo grau de institucionalização de seus componentes é a regra, salvo raras exceções. A passagem por diversos partidos ao longo dos anos 90 e o movimento de ascensão de Cesar e seus aliados à direção do PFL / Democratas, iniciado em 2001, revelam duas diferentes estratégias adotadas pelo Grupo. A primeira se baseou na crença de que os partidos são incapazes de servir às forças políticas como instrumento institucional para a consecução de seus interesses. A segunda, em contraste, enfatiza a necessidade de composição com atores políticos que detêm o controle dos canais institucionais que estruturam as organizações partidárias. A proximidade com tais atores cria condições menos instáveis à atuação da facção aliada. Antes desprezadas, as máquinas partidárias adquirem importância fundamental para a ação do Grupo. Essa mudança, entretanto, não se deu de modo repentino. Bom de voto, mas refratário a composições com a burocracia partidária, Cesar freqüentemente viu-se sem espaço em seu próprio partido, a despeito de sua popularidade junto aos eleitores. A saída encontrada, invariavelmente, era a troca de partido. Lembremos que no espaço de dez anos Cesar Maia trocou de partido quatro vezes No novo partido, em um primeiro momento, o Grupo tinha garantido o espaço negado na legenda anterior. No entanto, a insistência em não ceder espaços ou negociar com as direções partidárias levava a uma nova fase de conflitos e a mais um movimento de migração. A chave para compreendermos essa dinâmica encontra-se em dois elementos: (1) O nosso sistema de eleição proporcional de lista aberta, em larga medida responsável por partidos marcados pelo baixo grau de institucionalização e sempre dispostos a receber a adesão de líderes capazes de lhe carrear grande número de votos, independente de qualquer laço programático ou ideológico. Vê-se aqui o motivo das boas-vindas que o Grupo sempre recebia ao ingressar em um novo partido; e (2) A característica essencial dos partidos, vistos como organizações. De acordo com Angelo Panebianco, os dirigentes partidários estão permanentemente empenhados em preservar a sobrevivência da organização. Esse esforço, no entanto, envolve, necessariamente e acima de qualquer outra condição, a manutenção do status quo organizativo e, portanto, a imutabilidade das posições de poder dos próprios dirigentes. Ou seja, o fortalecimento do partido nem sempre se constitui no ponto crucial da ação dos dirigentes partidários, preocupados, antes de tudo, com a preservação de seu comando sobre a organização. A partir daí é possível entendermos os vários conflitos vividos entre as máquinas partidárias e o Grupo, deliberadamente avesso a negociações. Assim, para cada um dos partidos, abrigar o Grupo é uma maneira de se fortalecer. O Grupo, por sua vez, recebe do partido os espaços e instrumentos necessários para agir - os interesses parecem casar-se. No entanto, o Grupo não pode tomar das mãos da direção partidária - inteiramente e de um só lance - as rédeas sobre os destinos do partido, sob pena de enfrentar uma situação de instabilidade cujo desdobramento é imprevisível. Em última análise, o ponto crucial não repousa na expansão do partido per se, e sim na harmonização dos interesses de afirmação do Grupo e dos dirigentes da organização. O incremento da força do partido que tenha como conseqüência a alienação de sua direção das instâncias decisórias internas, logicamente, não será bem-vindo. Não por outra razão, Cesar Maia modificou sua estratégia, transformando o controle sobre as instâncias formais de comando partidário, conquistado de modo gradual e negociado, em variável imprescindível para sua sobrevivência e atuação. A análise das relações de Cesar Maia com os partidos políticos torna-se ainda mais interessante à luz das últimas decisões do Judiciário. O entendimento do TSE e do STF a respeito da fidelidade partidária cria condições para o fortalecimento dos partidos. Entre outras conseqüências, a aplicação das novas determinações fortalecerá os altos dirigentes das legendas e tornará mais frágeis as facções políticas que têm grande força eleitoral e pouco poder nas instâncias formais dos partidos, como foi o Grupo Cesar Maia até fins dos anos 90.


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